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A   cidade  de  Caculé, tem  um  passado  bem  curioso.  O registro histórico e oral que predomina entre a população mais idosa, que também ouviu dos seus antepassados, relata que um  escravo  africano  que assumia a função de vaqueiro da Fazenda Jacaré, de nome “Manoel Caculé”, foi a razão e origem do atual nome da cidade.  Por volta do ano de 1854, após uma viagem a cavalo de quatro léguas no interior das terras dessa vasta fazenda, esse escravo encontrou uma linda lagoa, que ainda tinha proximidade com um rio – que hoje é conhecido como “Rio do Antônio”. Deslumbrado com aquele cenário e abundância de água num terreno desconhecido pelos próprios donos da fazenda, Manoel Caculé resolveu construir um rancho de taipa com telhados de palmas de  ouricuri  e passou a residir nesse local que, para ele, representava o paraíso e a liberdade da sua condição de escravo.

Durante muito tempo, Manoel de Caculé foi dado como morto pela família de Dona Rosa Prates, até que o momento em que um outro escravo que havia encontrado Manoel no seu “pedacinho do céu”, denunciou a situação do escravo Caculé para os donos da fazenda. Ao chegar no local, junto com toda uma comitiva para recapturar o escravo fugitivo, Dona Rosa Prates se deparou com uma surpresa: recebeu uma proposta de pagamento em dinheiro de Manuel para o pagamento da sua própria  alforria, por orientação de abolicionistas da região. Mantendo a fama de senhora bondosa e de alma grande, Dona Rosa aceita a proposta e envia em poucos dias a carta de alforria do astuto Caculé.